Assiste-se atualmente a um buzz tremendo entre a comunidade científica devido à imuno-oncologia, que já transbordou para a sociedade civil. Com o crescimento exponencial das publicações científicas sobre o tema, “os doentes chegam às consultas já a conhecer e a perguntar sobre a abordagem terapêutica e se podem ser incluídos em estudos com alguns dos agentes estudados e disponíveis na prática clínica”.
Esta é, no entanto, uma abordagem sobre a qual ainda não se conhece o suficiente, e que necessita de investigação continuada.
São questões importantes a pseudoprogressão; o efeito abscopal; a questão das respostas duradouras para um subgrupo de doentes; as associações das imunoterapias entre si e com outros agentes (quimioterapia, radioterapia, entre outros); a carga mutacional dos tumores e a sua ligação à resposta ao tratamento; o modo de atuação destes agentes, diferentes dos utilizados até aqui; a avaliação da resposta, também necessariamente distinta; as toxicidades muito específicas associadas aos novos fármacos; e, não menos importante, o que esperar do futuro, nomeadamente que novos medicamentos e mecanismos de ação.
A sequência e o timing de aplicação destes fármacos é uma questão igualmente importante, numa altura em que se tenta perceber se “tratar menos, ou de uma forma intermitente, pode aportar o mesmo benefício clínico aos doentes”.
Em suma, há atualmente uma grande excitação em torno desta abordagem que, apesar de justificável, tem que ser encarada com cautela.








